Para iniciarmos uma análise sobre os posicionamentos que encontramos a partir das declarações analisadas, escolhemos ilustrar alguns posicionamentos com o infográfico fornecido pelo Datafolha à Folha de S. Paulo, na sexta feira (4/12).
(Pesquisa realizada pelo Datafolha e fornecida à Folha de S. Paulo na sexta feira 04/10)
Para darmos continuidade à análise dividindo os actantes por seus posicionamentos em maioria, obtemos os seguintes grupos:
- Estudantes, Professores, Familiares, Funcionários e Sindicato dos Professores
Em sua maioria, este grupo se posiciona contra a reestrutura da educação. Cada actante com seus motivos específicos, mas convergindo na mesma posição de que a imposição da reestruturação é autoritária e questionando se esta será mesmo benéfica para todos os envolvidos neste sistema.
Os discursos majoritários dessa classe destacam que todos esses actantes envolvidos ficariam em desvantagem com a implementação desse projeto. Seja por mudança de escola, alteração de rotina, desvio de rota, redução de carga horária e salário ou possibilidade da perda de emprego; esses actantes se unem na rejeição do projeto.
- Geraldo Alckmin, Herman Voorward, Governo do Estado e Secretaria da Educação
Este é o conjunto de actantes posicionados a favor da reestruturação da educação. Sendo eles os responsáveis pelo projeto, acreditam e discursam sobre os benefícios que este novo modelo de estruturação escolar pode trazer aos alunos. Em maioria, seus argumentos consistem no aumento de população em idade escolar matriculados nas escolas e na separação por faixa etária.
Durante o processo de implantação, este grupo desconsiderou a hipótese de uma reestruturação autoritária e se declararam abertos ao diálogo, na tentativa de resolução de problemas pontuais. Ainda com a atual revogação do projeto por parte do governador Geraldo Alckmin, a posição destes actantes permanecem a favor da proposta.
- Governo Municipal de São Paulo, Ministério Público do Estado e Governo Federal
Estes são actantes que não possuem um posicionamento nem contra, nem a favor, apesar de se pronunciarem de alguma forma sobre o ocorrido. O Governo Municipal de São Paulo se diz pronto para agir com aquilo que lhe couber e que assim que algum desdobramento da reestruturação atingir a Prefeitura, eles estarão preparados para o diálogo com a comunidade. Já o Ministério Público actua como investigador, sendo responsável por agir de forma que o melhor seja feito, sem expor um posicionamento na discussão.
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